sexta-feira, 16 de novembro de 2012


Não sei se te amo ou se apenas te desejo.
Mas sei que amo te desejar e desejo te amar. 

(Rafael Paz Madureira)

sexta-feira, 9 de novembro de 2012


Maria é uma menina doce e delicada, muito simpática, dessas que estão sempre com um sorriso estampado em face. Garota muito prendada e religiosa, dessas que costumamos falar que é menina de família. Morena, magrinha e pequena, com dois olhos sempre brilhando que pareciam dessas bolinhas de vidro, e bem pretos.
                Devido a toda sua simpatia e beleza Maria possuía muitos amigos, porem um em especial, a quem ela chamava de melhor amigo. Juliano garoto tímido, porem muito prestativo e sempre disposto a ajudar, do tipo bem companheiro mesmo. Com ele Maria dividia seus segredos mais profundos. Ele muito tímido nunca teve coragem de contar seu segredo, de que por ela era extremamente apaixonado. Sempre que Maria contava que estava afim de um garoto, Juliano ficava de coração partido, mas de mãos atadas pela timidez, o que sempre fazia era aconselhar a amiga.
                Uma coisa que sempre chamou a atenção de Juliano foi que Maria sempre buscou um amor com características como a dele, porem acabava sempre se decepcionando ao saber que o garoto não era nada daquilo que ela pensava. E o que servia como alento para Juliano e que ele sempre soube que Maria procurava um amor sincero, e que não era dessas que fica por beleza apenas (logicamente meninos bonitos chamavam a atenção dela), e que ela esperava o garoto certo aparece em sua vida.
                Em uma quarta feira, logo após um feriado prolongado no qual tinha passado na casa de sua avó em uma cidade vizinha, Maria encontrou Juliano no inicio da aula e toda sorridente disse que precisava conversar com ele. No exato momento o garoto viu que ela estava diferente, ele engoliu uma áspera saliva naquele momento e com olhos querendo encher d’água, mas se segurando (Já prevendo o pior) ele disse que tudo bem.
                Quando toca o sinal do final da aula, Juliano que já esperava Maria na escada em frente ao colégio se fazia de forte. Então Maria toda ansiosa e sorridente encontra Juliano, da lhe um abraço apertado, e diz: que saudade, amigo. Ele retribuiu o abraço apertado a deu um sorriso amarelo, e foram caminhando em direção a casa dela, enquanto isso ela contava o que acontecera no feriado.
                Contou que conheceu Gabriel, garoto lindo, educado, simpático, que a deixou totalmente apaixonada. Ela disse também que ele era um conhecido da família, frequentava a igreja, e finalizou com o dizer de que este era o homem pra casar. Falou brincando logicamente, mas era perceptível que ela jamais havia sentido isto por nenhum outro menino. Ao terminar de contar ela percebe que corre uma lagrima no rosto de Juliano, imediatamente ela pergunta o que acontece, ele desconversa e diz que é um problema com a mãe... Mas esta tudo bem, e ela não precisa se preocupar. Então mesmo sofrendo e estraçalhado por dentro, na frente da casa dela ele da um abraço e tira lá do fundo um “vai fundo” bem oprimido.
                Três meses depois Maria conta para Juliano que Gabriel estava começando a forçar a barra, dizendo que ela era a mulher da vida dele e tudo, mas, para poder conseguir a primeira transa. Por seus princípios religiosos ela não estava afim e achava que estava muito cedo. Juliano então diz a ela que ela não deve continuar com uma pessoa que não respeita o tempo dela, e também cria coragem e diz que é loucamente apaixonado por ela. Maria não entende o que Juliano quer, e acha que ele não pode estar apaixonado, por que são amigos dês de sempre... E ele deve esta apenas confundindo o sentimento. Ele então diz que dês de sempre foi apaixonado, mas que mesmo ela não querendo nada além da amizade, para ele ser amigo já estava ótimo. Mas aconselha que ela rompa o romance, porque Gabriel não a respeitava...
                Indignada com o amigo e sem compreender que ele apenas queria protegê-la de algo pior, ela discute dizendo que ele não acreditava que ela poderia se segurar, e que não iria ceder às vontades do namorado... E disse que não precisava da amizade de uma pessoa que não confia em sua força. E não dava para ser amiga de alguém que estava apaixonada por ela, porque ela não mais conseguiria velo com os mesmos olhos...
                Então se passaram seis meses sem que eles trocassem palavras, a não ser cumprimentos...
                Em uma manhã de sábado, nas gélidas férias que fazem no rio grande do sul no mês de dezembro. Juliano passeando de bicicleta encontra Maria enfrente a uma clinica medica antiga... Quase caindo aos pedaços, sentada no meio fio chorando. Ele um pouco sem jeito, pois já se fazia meses que não conversavam, criou coragem e foi saber o que estava acontecendo... Ela aos soluços, diz que esta criando coragem, ele pergunta coragem para que? Ela diz: lembra do Gabriel? (Juliano apenas balança a cabeça em sinal positivo) ele me levou em uma festa há umas duas semanas, ele ficou insistindo para que eu bebesse, decidi beber, mas não muito. Lembro-me pouca coisa daquela festa, lembro apenas que ele estava estranho, que brigamos e eu decidir ir embora, quando me estava saindo ele correu atrás de mim e me pediu desculpas, eu estava chorando, mas acabei o perdoando.  Ele me ofereceu uma bebida para que parasse de chorar. Eu aceitei, e voltamos para a festa... A partir daí não me lembro de mais nada... Apenas que no outro dia acordei em um hotel com ele do meu lado... Brigamos, e fiquei uma semana sem conversar com ele... Mas percebi que minha menstruação deveria descer naquela semana, e ela nunca havia atrasado. Então antes de ligar para ele decidi procurar um medico. Que me disse que estava esperando um filho. Sai daquela clinica em estado de choque, não sei descrever o que sentia naquele momento, peguei meu telefone liguei para o Gabriel e pedi que me encontrasse em uma sorveteria perto da casa de minha avó. Contei a ele tudo que estava acontecendo, ele sem dizer uma só palavra tirou do bolso ao se levantar um talão de cheque assinou e me mandou tirar, e ele não queria saber o preço e que eu poderia preencher em qualquer valor. E hoje estou aqui... Mas sei que não tenho direito de fazer isto com uma vida, mas ao mesmo tempo sei que não conseguiria criar um filho sozinho, você me conhece sabe como minha família é pobre.
                Então Juliano se levanta pega em sua mão e lhe da um abraço longo, diz em seu ouvido como ela fez falta neste semestre. E nisso no outro ouvido ela ouvia uma voz confortante, que ela ouvia tão perto, mas ao mesmo tempo tão distante, e esta voz dizia que tudo iria se resolver, sempre nos momentos difíceis um anjo estaria ali para segurar a mão dela. Neste momento Juliano pegou em sua mão tomou o cheque e rasgou.
                Maria então pergunta como alguém que ela havia tratado de modo tão amargo poderia ainda fazer-lhe algo tão bom. Ele suspirou, disse que Deus havia o criado para tal. Uma ultima lagrima corre no rosto de Maria neste momento, ela da um sorriso e um beijo em Juliano. Juliano então assumiu o filho e o criou como se fosse seu, e ainda o amou mais do que um pai pode amar um filho.
Hoje 17 anos depois, estou aqui neste triste momento para contar a historia deste homem... Ou melhor, deste anjo que segurou na mão de minha mãe nos momentos mais difíceis de sua vida. E hoje com certeza nos aqui reunidos envolta deste caixão lamentando a sua partida, no céu hoje os anjos fazem festa pela volta de seu irmão.

(Rafael Paz Madureira)

sexta-feira, 30 de março de 2012

Vida de Pré-vestibulando


Derrapando pelas curvas,
Desta vida tão confusa.
Se é que se pode chamar de vida,
Este tempo de quem só estuda

Em meio a uma tempestade de informação,
Que devasta meu cérebro como se fora um furacão.
Percebo que algo não faz mais sentido,
Parece não ser mais com meu conhecimento e lido.

Estou ficando confuso,
Pois quanto mais estudo,
Mais incerto me parece o futuro.
E minha vida já parece não ter mais rumo.

Sinto-me cansado,
Já estou neurótico.
Estudo vida, estudo solo, estudo o passado.
Sinto-me um físico um químico e até um matemático.

Nos livros mantenho a cara enfiada,
Perdendo assim meu sono pela madrugada.
Na esperança de uma nova vida encontrar
Quando esta tempestade passar,
E enfim estiver lá dentro.
A vida em minha vida novamente voltará ao centro.
(Rafael Paz Madureira)

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Casamento na Praia

Você com aquele velho 'All Star' azul,
e um lindo vestido branco.
Fazendo mil promeças de uma vida eterna.
Muito mais linda que um noiva em um belo traje e um tamanco.
Ainda mais linda que qualquer outra beleza externa.

Eu com pés descalços na areia.
Iluminado pelo brilho de uma lua cheia.
Nesta bela troca de olhar.
Numa noite a beira mar.
Eu prometo sempre te amar.

E como em uma noite de magia.
Minha nova vida se resume.
Em apenas uma galeria.
De fotos que possuem teu perfume.
Fotos que retratam toda minha alegria.

E este anel é só mais um sinal,
de que você é a mulher ideal.
Para eu compartilhar a minha vida,
e vivermos um amor sem medida.
Pois eu sei minha querida,
que dês de quando você foi concebida,
já era minha prometida.

Por isso na praia o casamento.
pois o mar em seu movimento,
leva embora o meu passado,
traz pra mim o meu futuro,
meu passado foi escuro,
e meu futuro é dourado.
(Rafael Paz Madureira)