segunda-feira, 27 de junho de 2011

Retrato

Longe de ti,
O tempo já é tanto.
Que só aumenta meu pranto,
E já sinto falta de mim.

Hoje choro ao olhar teu retrato,
Que deveria me confortar.
Eu sei que fui insensato.
Mas esta dor sei que não vou suportar.

Minha alma já sente falta do teu calor.
Meu peito clama por teu amor.
Minha alma dói a cada lágrima que cai.
Mas meu peito desta dor não se esvai.
(Rafael Paz Madureira)

terça-feira, 21 de junho de 2011

Sua presença

Quando você chega mais perto.
Minha respiração ate falha.
E de peito aberto.
Meu coração dispara.

Sua presença me faz suar frio.
E este medo sombrio.
Deixa-me sem reação.
Sofrendo ainda com esta tentação.

As pernas ficam bambas.
A fala já não condiz com pensamento.
Quero te convidar para um samba.
Quase que te peço em casamento.

Apesar de me deixar sem jeito.
Sua presença me deixa extasiado
E apesar de estar preso em meu peito.
Meu coração a ti é dedicado.
(Rafael Paz Madureira)

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Bodas de Ouro

Carta do velho
Por que te amo do mesmo tanto há 50 anos?
Se teu corpo as coisas já não estão no mesmo lugar.
Sua sabedoria e sua perspicácia aumentaram para me alegrar.
Por mais que você não faça mais a coisa subir.
Agora tens paciência para meu lamento ouvir.
Se já não me “anima” mais quando me levanto.
Sempre ouço pedido para que me de animo o seu santo.
Se tantas vezes reclamei, que para ir às festas do chefe não tinha tal categoria.
Hoje, só me sobra tua companhia.
Se teus lábios não tem tanta carne quanto antes.
Seus abraços são muito mais confortantes.
Se antes se virava pra comprar as coisas com o pouco dinheiro que eu ganhava.
Agora ganha o próprio dinheiro para manter as mesmas coisa que já comprava.
Meu amor continua igual.
Por isso digo que não há melhor casal.
JUVENAL

Resposta da velha 
Por que cada dia te amo mais nos últimos 50 anos?
Por que  mesmo me fazendo me sentir menos gostosa quanto antes.
Sempre me faz sentir mais inteligente que suas amantes.
Por mais que sua coisa nunca mais tenha subido.
Agora aprendi a esperar enquanto estou te ouvindo.(mas não adianta que esta coisa não levanta)
Quando você me vê rezando é não é para nenhum santo, e sim para uma santa.
E eu rezo pra vê se este seu troço levanta.
Se não tinha categoria era por que estava suja de tanto lavar e passar.
Se hoje sou sua única companhia é por que com esta aposentadoria não da para uma puta pagar.
Meu lábio hoje esta murcho.
Assim como hoje seu pinto esta xucro.
Nunca usei seu dinheiro pra comprar as coisas, o seu sempre só deu para o que queria beber.
Sempre trabalhei pra comprar as coisas, você é que estava sempre bêbado para perceber
Por que ainda te amo mais a cada dia?
Porque se Deus não fizesse meu amor aumentar a cada dia .
Já tinha dado um fim a esta porcaria.
MARIA
(Rafael Paz Madureira)

terça-feira, 14 de junho de 2011

Fotografia

Admiro nosso álbum de fotografia.
As lembranças vem a mente.
Seria heresia chamar de velharia.
Lembranças de eu tão contente.

Me perco olhando teu rosto.
De longe ainda lembro teu gosto
Gosto de um amor puro.
Um sentimento imaturo.

Sinto ainda um gosto azedo.
Este o gosto da lagrima.
Lagrima que em meu rosto corre por medo.
Medo de esquecer teu gosto.
E só poder novamente relembrar teu rosto,
Em mais uma fotografia de nosso passado.
(Rafel Paz Madureira)

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Tua Boca

Em tua boca qualquer verso ganha melodia.
O mais simples gesto vira poesia.
É esta boca que anseio.
E recostar em teu seio.

Dormir um sono leve.
Sonhar um sonho breve.
Pedir que seja infinda.
Gozando esta hora linda.

Não pode ser finito.
Um amor tão bonito.
E que dure até o fim da vida.
Rezando pra que ela não seja corrida.
(Rafael Paz Madureira)

terça-feira, 7 de junho de 2011

Pedido

Quero fazer-te um pedido.
Pois por você eu sou movido.
Vou sussurrar em teu ouvido.
Amor, por favor, fica comigo.

Anjo por favor, não vá embora.
Não agüento esta demora.
Nunca fui do tipo que implora.
Mas de sua vida, eu não quero fica fora.

Quero ao teu lado pegar fogo.
Quero jogar o teu jogo.
Quero ter certeza que me ama.
E por tua alma em chama.
Poder deitar em tua cama.
E ainda poder deixá-la em plena flama

Quero em teu corpo estar colado
Te fazer algum agrado.
Quero ter você comigo.
Te quero sempre sorridente.
E seu coração ardente.
Que agora é meu unicamente.
(Rafael Paz Madureira)

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Choro

Seu choro é como uma oração
É um pedido do teu coração.
Uma suplica dalma.
Para que seu sentimento vá com calma.

Quando você chora.
É seu coração que implora.
Para não só amar.
Pois ele quer ser um pouco mais amado.

Quando se chora sem saber o motivo.
É o coração querendo sofrer.
Quando está mais sensitivo.
O coração chora com medo de perder.

Quando se perde a pessoa amada.
A lágrima corre mais amargurada.
Em solidão chora uma lágrima mais amorosa.
Porém não menos dolorosa.
 (Rafael Paz Madureira)

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Amor do interior

O caipira com o capim na boca.
Com sua voz rouca.
Na mão sempre carrega sua viola.
Canta para moça.
Pedindo seu coração como se pedisse esmola.

Moça bela, simples e formosa.
Porem sempre muito vergonhosa.
Ela sempre se emboneca.
Para encontrar o seu jeca.

Sua vergonha nunca lhe permitiu
Que para o caipira ela desse muito papo.
O caipira sempre vestido com seu trapo.
É um cara muito ousado.
Com seu dedo sempre afiado.

Puxa ai uma canção.
E da moça ganha o coração.
E um beijo no rosto.
Que até doce tem gosto.

Dali o caipira quer sair direto pro cartório.
Pra poder marcar o casório.
E agora é sonhar.
Com sua musa de branco no altar.
(Rafael Paz Madureira)