Derrapando pelas curvas,
Desta vida tão confusa.
Se é que se pode chamar de vida,
Este tempo de quem só estuda
Em meio a uma tempestade de informação,
Que devasta meu cérebro como se fora um furacão.
Percebo que algo não faz mais sentido,
Parece não ser mais com meu conhecimento e lido.
Estou ficando confuso,
Pois quanto mais estudo,
Mais incerto me parece o futuro.
E minha vida já parece não ter mais rumo.
Sinto-me cansado,
Já estou neurótico.
Estudo vida, estudo solo, estudo o passado.
Sinto-me um físico um químico e até um matemático.
Nos livros mantenho a cara enfiada,
Perdendo assim meu sono pela madrugada.
Na esperança de uma nova vida encontrar
Quando esta tempestade passar,
E enfim estiver lá dentro.
A vida em minha vida novamente voltará ao centro.
(Rafael Paz Madureira)

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