O caipira com o capim na boca.
Com sua voz rouca.
Na mão sempre carrega sua viola.
Canta para moça.
Pedindo seu coração como se pedisse esmola.
Moça bela, simples e formosa.
Porem sempre muito vergonhosa.
Ela sempre se emboneca.
Para encontrar o seu jeca.
Sua vergonha nunca lhe permitiu
Que para o caipira ela desse muito papo.
O caipira sempre vestido com seu trapo.
É um cara muito ousado.
Com seu dedo sempre afiado.
Puxa ai uma canção.
E da moça ganha o coração.
E um beijo no rosto.
Que até doce tem gosto.
Dali o caipira quer sair direto pro cartório.
Pra poder marcar o casório.
E agora é sonhar.
Com sua musa de branco no altar.
(Rafael Paz Madureira)

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