Olhos Azuis. Olham por mim na escuridão.
A voz que me conduz. Em minha indecisão.
Abraço apertado. É minha proteção.
Beijo precipitado. Trará desilusão.
Seu dedo entrelaçado. Traz-me, uma segurança.
O olhar envergonhado. Para mim é semelhança.
Este rosto envermelhado. Esta é minha esperança.
E a boca salivante. Me da um beijo roubado.
Meu coração aqui pulsante. Faz-me ficar calado.
Agora este triste olho brilhante. Acha que fez algo errado.
Veja em meu semblante. Jamais quero ter te magoado.
Com minha boca tremulante. Digo que foi o ato mais acertado.
Agora irradiante. Dou-lhe outro beijo sem que este seja forçado.
(Rafael Paz Madureira)

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